Plantação
Todo dia ela planava as sementes.
Sua plantação era apenas para sobrevivência, mas ainda assim a maior da região.
Era todo o seu carinho.
Tinha o maior cuidado com os horários de regar, de cada hora de cada planta, de cada flor.
Era feliz , Júlia e suas plantas.
Todos dias as cinco da manhã já estava de pé.
Cuidava das plantas antes do marido e isso o deixava meio irritado.
Rafael outrora era o rei dos românticos . Era atirado , sem ser ofensivo.
Mas tinha pegada e aquele olhar por baixo de seu chapéu.
As más línguas o tachavam de bom vivam, diziam que com um homem desses a mulher destruiria sua reputação.
Mas naquela festa do clubinho...
Foi a primeira vez que ouviu Chuck Berry.
Logo no começo Rafael a tirou pra dançar.
O seu pirú grosso, mesmo mole balangava nos passos dentro da calça de linho branco.
Até que o disque jóquei sapecou o Earth Angel do Buddy Holly.
Dançaram coladinhos e o pau de Rafael , cada vez mais duro ia passando nas coxas durinhas de Júlia.
Júlia as vezes até dava um gemidinho assim:
- Hã
Após a festa estasiados em suor Rafael conseguiu seu primeiro beijo, na pica.
Entraram na sua Variant, Rafael dirigiu até um mato e lá fizeram gostoso.
Após seis meses sendo dois de namoro se casaram.
Mas pra que pensar nisso agora?
Rafael era barrigudo, calvo e fedorento.
Não batia nela mas tinha um modo de falar que gerava discórdia.
Era uma notícia no jornal , uma conversa sobre o rádio, sempre terminava com ofensas morais.
Ele bebia muito também , mas ela entendia.
O trabalho dele era muito estressante.
Tinha que ficar em média doze horas com um saco de cocaína na mão esperando os doidões chegarem.
Rafael tava puto porque a horta de sua mulher dava mais renda que seu narcotráfico.
Isso gerava muitas brigas também.
Mas nada destrói uma forte mulher apaixonada , achava que conseguiria muda-lo.
Já ele se achava um merda por ter mudado tanto por causa dela , tinha saudades das calças de linho e das mulheres fáceis.
Lembrava que tinha se casado para evitar um escândalo na sua família porque uma pirocadinha gerou um homem.
Que criaram muito bem e hoje estuda medicina.
Ao sair para o trabalho depois de alguma briga com sua amada esposa , Rafael esqueceu-se de cagar.
Cagou na plantação dela e foi embora cantando.
Uma semana depois nasce um sua plantação um cogumelo e ele descobre que Júlia o traía com Jurandir, um pastor evangélico que sempre ia a sua casa.
Ele matou os dois , se estrangulou , mas poupou o filho, que só soube da notícia depois de sair do motel com duas putinhas que ainda estavam no primeiro semestre da faculdade e davam a bunda pra veteranos pra conseguir status.
Ao ver pela TV hoje em dia o videotape da notícia da morte dos seus pais, ele lembra com carinho daquelas duas bundinhas adoráveis.
A plantação de sua mãe cresceu e hoje é só um monte de mato atrás de sua casa que ele não tem dinheiro pra cortar.
E ai sofre com os insetos todas as noites.
Sua plantação era apenas para sobrevivência, mas ainda assim a maior da região.
Era todo o seu carinho.
Tinha o maior cuidado com os horários de regar, de cada hora de cada planta, de cada flor.
Era feliz , Júlia e suas plantas.
Todos dias as cinco da manhã já estava de pé.
Cuidava das plantas antes do marido e isso o deixava meio irritado.
Rafael outrora era o rei dos românticos . Era atirado , sem ser ofensivo.
Mas tinha pegada e aquele olhar por baixo de seu chapéu.
As más línguas o tachavam de bom vivam, diziam que com um homem desses a mulher destruiria sua reputação.
Mas naquela festa do clubinho...
Foi a primeira vez que ouviu Chuck Berry.
Logo no começo Rafael a tirou pra dançar.
O seu pirú grosso, mesmo mole balangava nos passos dentro da calça de linho branco.
Até que o disque jóquei sapecou o Earth Angel do Buddy Holly.
Dançaram coladinhos e o pau de Rafael , cada vez mais duro ia passando nas coxas durinhas de Júlia.
Júlia as vezes até dava um gemidinho assim:
- Hã
Após a festa estasiados em suor Rafael conseguiu seu primeiro beijo, na pica.
Entraram na sua Variant, Rafael dirigiu até um mato e lá fizeram gostoso.
Após seis meses sendo dois de namoro se casaram.
Mas pra que pensar nisso agora?
Rafael era barrigudo, calvo e fedorento.
Não batia nela mas tinha um modo de falar que gerava discórdia.
Era uma notícia no jornal , uma conversa sobre o rádio, sempre terminava com ofensas morais.
Ele bebia muito também , mas ela entendia.
O trabalho dele era muito estressante.
Tinha que ficar em média doze horas com um saco de cocaína na mão esperando os doidões chegarem.
Rafael tava puto porque a horta de sua mulher dava mais renda que seu narcotráfico.
Isso gerava muitas brigas também.
Mas nada destrói uma forte mulher apaixonada , achava que conseguiria muda-lo.
Já ele se achava um merda por ter mudado tanto por causa dela , tinha saudades das calças de linho e das mulheres fáceis.
Lembrava que tinha se casado para evitar um escândalo na sua família porque uma pirocadinha gerou um homem.
Que criaram muito bem e hoje estuda medicina.
Ao sair para o trabalho depois de alguma briga com sua amada esposa , Rafael esqueceu-se de cagar.
Cagou na plantação dela e foi embora cantando.
Uma semana depois nasce um sua plantação um cogumelo e ele descobre que Júlia o traía com Jurandir, um pastor evangélico que sempre ia a sua casa.
Ele matou os dois , se estrangulou , mas poupou o filho, que só soube da notícia depois de sair do motel com duas putinhas que ainda estavam no primeiro semestre da faculdade e davam a bunda pra veteranos pra conseguir status.
Ao ver pela TV hoje em dia o videotape da notícia da morte dos seus pais, ele lembra com carinho daquelas duas bundinhas adoráveis.
A plantação de sua mãe cresceu e hoje é só um monte de mato atrás de sua casa que ele não tem dinheiro pra cortar.
E ai sofre com os insetos todas as noites.

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