Thursday, February 14, 2013

Flor

Variando atiro pra todos os lados
Inicio uma brecha no tempo
Caindo do alto do abismo
Teimando em guardar sentiementos

Ouvindo o barulho do vento
Reinando em mim a saudade
Invade - me, queima por dentro
Altera minha sanidade

Você, razão dos meus dias
Imagino vosso querer
Calculo o tamanho da queda
Trazendo o sonhar com você

Oriundo talvez da minha alma
Razão não me faz reclinar
Indicios e fins tão estranhos
Agora nem valem o pensar

Você, não sei onde anda
Integro a ti meu coração
Calado sou apenas palavras
Testamentos de solidão

Ostento esses olhos cansados
Rasgo as velhas poesias
Infelizes como a flor
Que ao chegar do inverno morria

Vejo-te enfim tão liberta
Intrínseco amor me condena
Convenço-me da desvalia
Travando a alegria pequena

Olhando alguns passarinhos
Revoando o céu a vagar
Imagino se nesse caminho
Ainda iremos voar...

0 Comments:

Post a Comment

Subscribe to Post Comments [Atom]

<< Home