Wednesday, November 14, 2012

Luz

De onde vem a luz?
De poemas  curtos?
De longas conversas?
Do sentir apenas?
Do pensar?
Não sei, só sei que vem, mas ainda assim acho que prefiro as trevas , sou mais acostumado a sentir dor do que propriamente  sentir a iluminação. Mas inevitavelmente ela vem. De pele branca , cabelo comprido e mechas vermelhas. Amei e amo tanto que chega a pesar no coração. Mas como tudo pra mim a decepção vem a galope. Já desistir de tentar raciocinar sobre isso. Deve ser um karma que tenho que pagar.
E ela continua lá. Deixando-me ser iludido por sua essencia arrebatatadora. Eu que estava disposto a mudar o mundo por ideal , seria capaz de mudar por ela. Acreditaria no que fosse impossível pra que ela conhecesse minha cidade, visse o por do sol do Arpoador, curtisse um rock an roll no Circo Voador ou tivesse o celular furtado por um mão leve. Mas eu queria estar ali , eu queria ser o que faltava a ela mas não era.
Desligo o pensamento sinto apenas o flutuar do vento. Sem rumo e um tanto fora de mim continuo conversando com ela , sobre frivolidades, sobre o tal que levou minha flor embora. Enquanto estiver vivo , sempre haverá um tal.
Essas letras tristes.
Possivelmente pálidas
O ultimo recurso do desvalido
Que vaga sem rumo pela vida
Sendo um estorvo móvel e pensante
Que faria falta a um ou outro caso fosse pra outro lugar
Mas que até em outro lugar traria a solidão sempre consigo.
E caminha até pra não ficar pior. Procurando afago no que mais lhe dói.
Em busca da possível luz.
Que não passa de um pequeno facho.
E passa muito longe de mim.

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