Wednesday, June 01, 2011

Rare Bird

Noites com o violão e como sempre a televisão desligada. O frio do sul já não estava tão agradavel, cortava meu rosto e me fazia tremer como um abstinente. Já não queria mais sair pra beber ,  fazia muito isso aqui no rio e queria algo diferente. No hotel os que não dormiam não falavam a minha lingua e não ligavam muito pra mim. Se eu ainda soubesse tocar bem o violão talvez se aproximassem. Meu violão é a vida e nunca aprendi a tocar bem. Acabei me rendendo. Fui ao meu quarto peguei três camisas uma longa por baixo, uma curta e uma que parecia uma jaqueta. Nada bonito ou fashions , minhas roupas eram as menos caras de todos os hospedes , o que até fazia eu me sentor melhor. Contei os trocados e voltei ao mesmo bar da cidade baixa. Lá chegando cumprimentei o que parecia ser o dono do lugar. Um velho cabeludo que estava mais pra Falcão do que pra Robert Plant. Umas tres cervejas iniciais. Nas mesas morte, jogo de sinuca e de truco. Nada além da música me interessava, mas os gauchos gostam de músicas melhores. Enquanto rolava Dire Straits eu até pude sorrir, e cantorolar um pouco. Procurava e procurava e só achava alguma coisa na minha mesa sozinho com minha cerveja. Um cara de chapéu de Che Guevara, que também gostava de música de boa me explicou seu comunismo inaplicavel e me mostrou como o era mostrando-me subliminarmente seu egoísmo humano natural de todos nós. Mas ele como todos salientava como todos seus ideais. Até gostava dele, já tive as mesmas esperanças antes de aceitar a inexistencia que me foi imposta. Me convidou pra um outro bar , aceitei.
- Você vai gostar do outro bar tem uma galera mais consciente.
- Tenho medo disso
- Mas o que você é afinal?
- Não sei, um ser humano. . .
- Não hahahaha, digo com relação a teus ideis políticos
- Meu ideal político morreu quando tive a necessidade de respirar pra não morrer
Ele não entendeu e se calou.
O bar era perto todo decorado com Bruce Lee, Jimmy Hendrix, Neil Young, Raul, Almodovar
 dentre outros , como os frangos com farofa que levam pra praia. As pessoas conscientes jogavam truco.
Ele me apresentou como seu amigo carioca, nessa altura esquecera meu nome , eu menti, fingi sorrisos e tentei ser sociavel.
Alguns até olhei nos olhos outros não. Tinha um físico que queeria me mostrar a teoria do espiral e todo aquele conceito relativo de varias dimensões. Se uma já era uma bosta você imagina dez. Mas foi divertido , as pesssoas falavam menos girias eram inteligentes nas suas inteligencias e me aceitaram como um estranho que era um deles por um dia. Bebemos, bebemos e bebemos. pagguei cervejas também, depois de um tempo já nem me lembrava do frio ou de quanto tinha no bolso. Já enturmado falei de maconha pra eles e eles prometeeram me arrumar , fiquei eufórico, comecei a parar de fingirr sorrisos e as vezes até conseguia ser eu mesmo , pasmem , até sorri dde verdade vez ou outra. a música era boa , só rolava blues. Meu dinheiro foi indo embora sem aviso pra quee parasse. Quando me vi estava eu o flautista da outra história , a namorada dele, o Che Guevara cover, o físico e mais dois dentro de um carro. Fomos procurar maconha e não achamos , mas compraram muito pó. Chegamos a casa do físico e eles começaram a bater. Tinha velho Barreiro e vinho barato tratei de me servir , um copo de cada. Eles cada vez falando mais. O frio já me matava mais nesse momento e tirava meu humor. Um megafone berrava na minha cabeça o nome da menina que me entendia , a razão da minha viagem. Eu ia ficando cada vez mais bebado quando dei mais dinheiro pra um deles comprar mais bebidas. Ficamos eu e o Che Guevara cover de novo , era o que mais me agradava. Tentei em abrir pra ele , mas não quis me ouvir. Acabei cheirando com ele e falando muitas bobagens , fingindo que estava feliz sem perceber. Ele gostou mais de mim assim.Quando voltaram o unico a voltar foi o físico e mais um. Esse mais um nem remotamente lembro da sua face. O flautista curtia prog e isso o tornava um idolo pra mim. Cheiramos até o pó acabar. Che disse que tinha mais , mas que teriamos que pagar , daí eu paguei. Cheiramos de duas da manhã até as sete da manhã quando o flautista foi embora.
Pude ver o sol saindo das frestas das janelas. Pude ver que já estava sóbrio , mas era o pó me engando.
Ele foi tomar mais um banho e cheiramos mais uma. Debatemos , coisa que oddeio fazeer , quase sempre sobre política isso facinava-o. Ele dizia que com o fim da ditadura ganhamos alguma liberdade ee eu dizia que até a liberdade lhe tira a liberdade e que então ela não existia. Mas não brigavamos. Ficamos cheeirando mais até as 3 da tarde e depois fomos a um outro bar e tivemos que pegar onibus. Já isso não foi muito legal.

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