Tuesday, July 06, 2010

Czar

Hoje tava fim de escrever.
Aproveitar a noitada que tive com meu amigo de grande coração Paulo Samuel.
Aprendi com suas atitudes a não subestimar o alcool.
Hoje as uma e quinze da manhã, ela estava online  eu não falei com ela.
Cansei de escrever sobre amores, afinal eles sempre se vão e o vazio no peito sempre fica.
Posso escrever então sobre a loucura, sobre música, sobre a literatura?
Não , não posso.
São assuntos muito inteligentes para minha ignorancia.
Posso escrever sobre a ignorancia , mas seria demasiadamente deprimente.
E posso escrever sobre a depressão porém já me cansei de escrever sobre ela , de vive-la e de come-la em fatias pequenas.
Posso escrever sobre mas sempre faço isso ...
Queria escrever sobre ela , mas ela não ligaria . . .
Ninguém liga.
A gente espera e o telefone não toca.
A gente espera e o viver é sempre o mesmo.
A gente luta e nunca ganha.
A gente luta e nunca perde.
É sempre o vazio mediano que nos rodeia.
E a certeza que tudo tem um fim.
Por mais que no fundo, no fundo do seu coração você ainda queira que as coisas continuem.
Eu só não queria viver na mediocridade.
E consegui, estou abaixo dela.
O estigma do fraco, do covarde.
A verdade do desvalido, a palavra do mudo.
A tristeza do palhaço e a racionalidade do bebado.
Do drogado.
Do analfabeto.
Será que eu poderia escolher alguém em quem votar ou minha consciencia se negaria após anos de decepção a escolher qualquer um desses safados?
Seria eu o único?
Ainda espero algo, que não sei o que é.
Ainda tenho o fardo, que não consigo me desvencilhar.
Ainda tenho ela e os meus pensamentos.
Ainda a tenho a onda de várias cervejas.
E os risos dos amigos.
Esporádicos como toda a alegria.
De um homem sem esperança que se distancia do que gosta.
Do que quer.
A ponto de não saber mais o que quer.
A ponto de não ter pra onde correr.
Ainda esperando a perfeição que nunca chegará.
A tranquilidade.
Só queria alguém que se importasse, mas isso é pedir demais.
Mais uma vez o texto saiu sobre mim.
Como se  meus problemas fossem os únicos do mundo.
E ainda querendo que alguém me ajude.
Me dizendo que todas as utopias são possíveis.
Por mais que não sejam.
E que sonhemos juntos o impossível.
Para que assim se torne possível essa realidade.
A dor e a calma.
Intinerante.
Sendo a calma, bem pior que a dor.
O nada bem pior que o sofrer.
Pois pelo menos o sofrer me lembra que ainda estou vivo.

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