Happy The Man
O louco tinha acabdo de fugir. Tinha usado a roupa de um faxineiro. Pegou-lhe na gravata até apaga-lo. Ele havia praticado lutas. A necessidade lhe fez aprender brigar. Mas não era perigoso. Não devia estar ali mesmo.
- O que fazer agora? - Pensava.
- Não vou poder arrumar emprego, não tenho dinheiro nem pra um onibus e daqui a pouco talvez deem a minha falta.
Estava começando a raciocinar. A primeira atitude era sair dali e ir pra qq lugar. Depois de muitos minutos no ponto e a cabeça quase explodindo, a cabeça baixa de vergonha por tanto pedir carona, consguiu dar um calote.
Sentou na parte de trás do 410.
Ele se sentia bem. Era boa sua face no espelho do onibus. A luz do sol escondia suas olheiras e suas rugas. Próximo aos antibraços onde dão as injeções e tiram sangue, ainda estavam inchados. Tinha vergonha, mas estava confiante.
Ele conseguia raciocinar.
Desceu.
Andou pela multidão e sentia-se mal com a roupa de servente. ainda estava longe de casa, morava em Vaz Lobo, mas ele conseguia ainda raciocinar. Com esta roupa conseguiria algums esmolas.
Desceu na praça Afonso Pena e se pos a cantar. Não era tão mal. Reproduzia Ronnie Von, Erasmo Carlos e Golden Boys. Cantava canções de amor. Era triste ainda. Ficou doente por causa do amor. Suas canções foram interrompidas por lágrimas. As pessoas olhavam o velho chorando , sentado num banco de praça com uma roupa de servente.
Já não podia raciocinar. Era tomado pelos pensamentos maléficos. Os pensamentos de quem ama. Os pensamentos de quem nunca vai conseguir esquecer e lá no fundo sempre irá sonhar com o que foi perdido ou não alcançado.
- Merda! Eu ainda tennho saudades dela e eu só queria sufoca-la de carinho , ser-lhe o mais fiél dos anos e ama-la todas as horas da minha vida de forma incondicional. Isso não se cura, disso não tem saída.
Ele já tinha dinheiro pra ir para casa.
Conseguia raciocinar.
Erasm 3 da tarde. O calor mais intenso já estava acabando. Pegava outro onibus. Sentava sozinho. Todas as pessoas eram ela. Todas os passageiros do onibus eram ela. Tudo ao redor. Não existia nada além do seu rosto. Seu rosto que era todo o universo. Era ele e o rosto sorrindo , linda. Como a suposta felicidade. Teria de ficar ali pra semre. Não teria mais preocupações, nem teria que fugir. Ele não conseguia raciocinar.
Ele gostava. Estava satisfeito, orgulhoso. Não lembrava mais o que ia fazer nem , pra onde iria. Nem quem era. Mas sorria, sem parar , sem deixar de ser feliz nunca. Pois a totalidade era ela. Tudo que existia. O silencio terrível. o tédio forçado. Eram mais motivos pra que sorrisse.
Pois pela primeira vez eram ele e ela.
Acordou amarrado numa maca no manicomio com um pano na boca e num pequeno cubículo sem janelas. Tentou encontra-la de novo, mas não conseguiu. Era a unica coisa que se lembrava. Era um animal cagado e mijado com coceira nas bolas que não conseguia gritar.
Tentava dormir com o fedor de morte, e quem sabe, convida-la para uma conversa.
- O que fazer agora? - Pensava.
- Não vou poder arrumar emprego, não tenho dinheiro nem pra um onibus e daqui a pouco talvez deem a minha falta.
Estava começando a raciocinar. A primeira atitude era sair dali e ir pra qq lugar. Depois de muitos minutos no ponto e a cabeça quase explodindo, a cabeça baixa de vergonha por tanto pedir carona, consguiu dar um calote.
Sentou na parte de trás do 410.
Ele se sentia bem. Era boa sua face no espelho do onibus. A luz do sol escondia suas olheiras e suas rugas. Próximo aos antibraços onde dão as injeções e tiram sangue, ainda estavam inchados. Tinha vergonha, mas estava confiante.
Ele conseguia raciocinar.
Desceu.
Andou pela multidão e sentia-se mal com a roupa de servente. ainda estava longe de casa, morava em Vaz Lobo, mas ele conseguia ainda raciocinar. Com esta roupa conseguiria algums esmolas.
Desceu na praça Afonso Pena e se pos a cantar. Não era tão mal. Reproduzia Ronnie Von, Erasmo Carlos e Golden Boys. Cantava canções de amor. Era triste ainda. Ficou doente por causa do amor. Suas canções foram interrompidas por lágrimas. As pessoas olhavam o velho chorando , sentado num banco de praça com uma roupa de servente.
Já não podia raciocinar. Era tomado pelos pensamentos maléficos. Os pensamentos de quem ama. Os pensamentos de quem nunca vai conseguir esquecer e lá no fundo sempre irá sonhar com o que foi perdido ou não alcançado.
- Merda! Eu ainda tennho saudades dela e eu só queria sufoca-la de carinho , ser-lhe o mais fiél dos anos e ama-la todas as horas da minha vida de forma incondicional. Isso não se cura, disso não tem saída.
Ele já tinha dinheiro pra ir para casa.
Conseguia raciocinar.
Erasm 3 da tarde. O calor mais intenso já estava acabando. Pegava outro onibus. Sentava sozinho. Todas as pessoas eram ela. Todas os passageiros do onibus eram ela. Tudo ao redor. Não existia nada além do seu rosto. Seu rosto que era todo o universo. Era ele e o rosto sorrindo , linda. Como a suposta felicidade. Teria de ficar ali pra semre. Não teria mais preocupações, nem teria que fugir. Ele não conseguia raciocinar.
Ele gostava. Estava satisfeito, orgulhoso. Não lembrava mais o que ia fazer nem , pra onde iria. Nem quem era. Mas sorria, sem parar , sem deixar de ser feliz nunca. Pois a totalidade era ela. Tudo que existia. O silencio terrível. o tédio forçado. Eram mais motivos pra que sorrisse.
Pois pela primeira vez eram ele e ela.
Acordou amarrado numa maca no manicomio com um pano na boca e num pequeno cubículo sem janelas. Tentou encontra-la de novo, mas não conseguiu. Era a unica coisa que se lembrava. Era um animal cagado e mijado com coceira nas bolas que não conseguia gritar.
Tentava dormir com o fedor de morte, e quem sabe, convida-la para uma conversa.

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