Radiomφbel
- Porra Hélio, não ta dando mais te aturar, você vai acabar perdendo o emprego as pessoas não te aguentam mais quando bebe!
- E eu não as suporto sem estar bebado!
- Mas Hélio, pensa na sua carreira, você encheu a bunda de whisky e chamou a mulher do principal investidor da nossa empresa de piranha, DE VAGABUNDA!
- Mas ela é, ficou roçando na minha perna durante o almoço, e aquele decote não engana ninguém.
- Assim não dá Hélio, vou ter que te afastar da empresa, é um exelente funcionário, mas se eu não te punir nego vai achar que essa porra é bagunça.
- Sabe o que você faz então? Enfia essa porra de trabalho no cú, eu to fora!
- Você ta precisando de ajuda Hélio, ta ficando maluco.
- É um absurdo vocês quererem punir as pessoas por dizerem a verdade, quando comecei aqui, este era um jornal de vanguarda, que não abria o rabo pra ninguém, vocês nem dinheiro pra me pagar tinham e eu escrevi dois anos nessa porra de graça e funcionário é a puta que te pariu, eu sou um escritor, um escritor do caralho. Pega essa miséria e enfia no cú dos seus investidores, e vão ver, vão se foder sem mim. Aqui só tem esses viadinhos de óculos fundo de garrafa que escrevem como se estivessem fazendo uma tabela de preços de mercado, e você lambe o rabo deles, quer saber de uma coisa Freitas? Vai se foder!
- Hélio pegou suas coisas e foi embora. Seu apartamento era mais fedido que a sarjeta, mas ele se sentia bem lá. Sempre fora muito orgulhoso, sempre se achou o mais genial de todos. Era como se as outras pessoas tivessem um andar abaixo.
Chegou , foi ao banheiro e passou uma água na bunda , já que não limpava o cú a algum tempo e estava coçando de forma demasiada. Ligou aTV e desligou em seguida, ligou o radio e não achou nada, desligou também. Leu alguma coisa dos outros escritores, mas achou tudo uma merda, falso, sem alma, apenas uma coisa escrita com a intenção de dar certo , de ganhar dinheiro, de se obter fama.
Hélio sempre achou que o verdadeiro escritor escrevia pra si mesmo, nem que se fodesse eternamente, não existia preço mesmo pra sua arte. Estava acima de Deus. As palavras dançavam em sua frente e com elas podia fazer o que quisesse, sempre soube disso, nos dias de solidão , nos momentos de quase morte, sabia que seu talento era muito maior que os outros.
Não aguentava mais o tédio, viu a sua carteira e não existia nela nem um real pra uma cachaça barata. Sentou numa calçada da Men de Sá embaixo do seu prédio e com um bloco e uma caneta começou a vender poemas, sobre qualquer coisa, qualquer assunto que quisessem, afinal era um genio, escrevia sem esforço. Quando arrumou 10 reais, foi tomar cachaça com um mendigo amigo seu, o Elias.
Elias era tão crackeado que o que dizia não fazia muito sentido. Era seu melhor amigo.
- E eu não as suporto sem estar bebado!
- Mas Hélio, pensa na sua carreira, você encheu a bunda de whisky e chamou a mulher do principal investidor da nossa empresa de piranha, DE VAGABUNDA!
- Mas ela é, ficou roçando na minha perna durante o almoço, e aquele decote não engana ninguém.
- Assim não dá Hélio, vou ter que te afastar da empresa, é um exelente funcionário, mas se eu não te punir nego vai achar que essa porra é bagunça.
- Sabe o que você faz então? Enfia essa porra de trabalho no cú, eu to fora!
- Você ta precisando de ajuda Hélio, ta ficando maluco.
- É um absurdo vocês quererem punir as pessoas por dizerem a verdade, quando comecei aqui, este era um jornal de vanguarda, que não abria o rabo pra ninguém, vocês nem dinheiro pra me pagar tinham e eu escrevi dois anos nessa porra de graça e funcionário é a puta que te pariu, eu sou um escritor, um escritor do caralho. Pega essa miséria e enfia no cú dos seus investidores, e vão ver, vão se foder sem mim. Aqui só tem esses viadinhos de óculos fundo de garrafa que escrevem como se estivessem fazendo uma tabela de preços de mercado, e você lambe o rabo deles, quer saber de uma coisa Freitas? Vai se foder!
- Hélio pegou suas coisas e foi embora. Seu apartamento era mais fedido que a sarjeta, mas ele se sentia bem lá. Sempre fora muito orgulhoso, sempre se achou o mais genial de todos. Era como se as outras pessoas tivessem um andar abaixo.
Chegou , foi ao banheiro e passou uma água na bunda , já que não limpava o cú a algum tempo e estava coçando de forma demasiada. Ligou aTV e desligou em seguida, ligou o radio e não achou nada, desligou também. Leu alguma coisa dos outros escritores, mas achou tudo uma merda, falso, sem alma, apenas uma coisa escrita com a intenção de dar certo , de ganhar dinheiro, de se obter fama.
Hélio sempre achou que o verdadeiro escritor escrevia pra si mesmo, nem que se fodesse eternamente, não existia preço mesmo pra sua arte. Estava acima de Deus. As palavras dançavam em sua frente e com elas podia fazer o que quisesse, sempre soube disso, nos dias de solidão , nos momentos de quase morte, sabia que seu talento era muito maior que os outros.
Não aguentava mais o tédio, viu a sua carteira e não existia nela nem um real pra uma cachaça barata. Sentou numa calçada da Men de Sá embaixo do seu prédio e com um bloco e uma caneta começou a vender poemas, sobre qualquer coisa, qualquer assunto que quisessem, afinal era um genio, escrevia sem esforço. Quando arrumou 10 reais, foi tomar cachaça com um mendigo amigo seu, o Elias.
Elias era tão crackeado que o que dizia não fazia muito sentido. Era seu melhor amigo.

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