Monday, March 22, 2010

Agitation Free

O seu quarto fedia. Pensava ainda no ultimo amor perdido. Enlouquecia sozinho, nada que o satisfazia anterioremente tinha mais esse poder.
Ele andarilhava pensando. de um lado para o outro. Seu quarto estava sujo , cheio de coisas que a no planejava jogar fora e nunca o fazia. Ela ainda maltratava seu coração, mas nãi tinha culpa, talvez nem soubesse a forma avassaladora que o tinha atropelado. tinha que arrumar um emprego , algo pra s o cupar, seu dinheiro estava no fim e ele ainda não sabia como caminhar. Seua prenseça se prendia a quele querto ,como um criminoso, crimes contra si mesmo.
Estava ansioso, sabia que a rua ainda era mortal, ainda não representava a ele nenhuma fonte de alegria. Nenhuma satisfação. Mais enfim precisava sair. Vestiu roupas maltrapilhas. Foi ao espelho e tentou ajeitar seus cabelos, mas eles não tomavam forma. Seu rosto estava com a fisionomia cansada de tanta tristeza.
Meu Deus - Pensava - O que eu fiz pra sofrer tanto , não sou tão pior que as outras pessoas.
Saiu sozinho , o vento da madugada machucava o seu rosto , o relógio marcou duas e meia da manhã e tinha dez reais emprestados a um amigo. Os amigos haviam sumido. Cuidavam de suas próprias coisa e ele não os culpava. Também faria a mesma coisa se precisasse, se sentisse vontade.
Andando pela São Franxisco Xavier observava pessoas dormindo no chão. Com um papelão que servia de cama. Alguns ainda acordados ruam , compartilhavam um bujãozinho de caninha da roça. Eles pareciam felizes, muito mais sorridentes que ele.
- Porque? - Pensava
Eu ainda tenho um lugar pra morar, sempre lutei contra a ignorancia e as pessoas me valorizavam. Euera bom , era intelugente, engraçado... O que houve comigo meu deus?
Ilumine-me, não posso mais suportar essa dor.
Ele rezava, masseus pedidos ao senhor eram confusos, ele não sabia o que queria, só sabia que aquele aperto no peito tinha que parar ou uma corda e uma cadeira seriam seus únicos aliados na luta contra a dor.
Achou um bar, quase vazio.
Um vegetal estava sentado em uma das mesas com a garrafa de cerveja quase cheia, dormia enquanto seus perdigitos saiam pelo canto da boca. Pediu um conhaque com guaraná e sentou em um banco no bacão. O balconista tinha uma fisionomia também cansada, estava de saco cheio de tudo.
Ele pensava no que poderia encontrar naquele bar, tinha um filme enlatado na TV que não o interessava , o ser que dormia e o balconista do bar que o serviu sem dizer nenhuma palavra.
Se entregava aos pensamentos.
Eu poderia ama-la mais do que qualquer outro, eu sei que ela podia me amar também se eu tivesse mais uma chance, eu sei que não sou grande coisa mais a amo, mais do que tudo . Isso não vale nada!!!
Algo de psicótico o invade e ele grita palavrões e socao balcão, o balconista finalmente se manifesta.
- Escuta aqui seu filho da puta, seu maluco, não venha com gracinhas no meu barou eu vou te furar todo , bebe essa porra e fica quieto.
- O senhor nunca sofreu por amor?
- Se você sofre não é da minha conta , se eu já sofri também não lhe diz respeito, bebe essa porra senaõ vou te mandar embora daqui...
- Me desculpe senhor, eu sei que deve ser duro aturar alguém como eu a essa hora, o senhor já deve estar cansado desses loucos no seu bar, mas eu não sou louco e prometo-lhe não fazer mais isso.
- Mermão cala essa boca , você está me irritando , eu quero ver a merda do filme , eu não quero saber o que se passa na sua vida porra!!!
Mais uma vez ele ficava sozinho com seus pensamento , a falta de perspectiva, a falta de dinheiro e a falta de consideração não o afetavam tanto.
Mas a falta dela o machuva demais , fazia-o agir estranhamente, como nunca antes. Ele tentava parar de pensar e não conseguia. Seu drink esquentava e ele não conseguia mais beber.
Saiu do bar. Foi até a boca de fumo mais próxima e comprou um baseado. Os traficantes não eram pessoas de fácil acesso , não era muito bom conversar com eles, as pessoas que lá estavam estavam tão doidas de crak que só sabiam pedir dinheiro a falar coisas sem sentido, isso o irritava, sempre se considerou um ser inteligente, e usando essa inteligencia conseguiu um guardanapo pra usar com seda pra apertar o fumo. Dividiu-o com um ser sem alama que nada falava , só dava algun gemidos sem sentido e ao final da execução do baseado pediu se podia lhe fornecer a ponta pra que ele fumasse com crack. Ele deu em troca de mais um pedaço de guardanapo. Apertou outro back e desceu a Barão de Itapagipe fumando , sem se impotar se haveria de passar um carro de polícia ou alguém que se sentisse agredido.
Desceu a haddock lobo e pegou a são francisco xavier ainda fumando. Lá existia um poligono da PM ,mas de madrugada não havia nenhum policial ali , sabia disso.
O baseado o tornou mais ausente. Relembrava os bons momentos com a sua amada e isso o fazia sorrir sozinho. Rumou pra sua casa novamente comum pouco de esperança e com a dor no peito um pouco reduzida. Conseguiria dormir. Conseguiria um pouco de paz. Durante algum tempo.
Ao chegar bebeu dois copos d´agua e deitou sem camisa , suportando o forte calor do se quarto.
Seu ventilador havia quebrado

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