Eskaton
Ele corria descendo as escadas do beco, estavam atras dele , não devia ter bebido tanto , ele apagava e só lembrava quando a onda passava , tropeçava varias vezes nas próprias pernas mas se segurava pra não cair:
- Merda se eles chegarem atrás de mim pelo morro podem me acertar - pensava
- é hoje que eu vou morrer, não vai dar mais pra correr desse jeito - pensava
A morte beijava seu rosto e sua cabeça girava por causa da cachaça, nem lembrava o que tinha feito , mas os homens amrmados continuavam atrás dele.
- Deus se você existir, se não for mais uma alienação que a o sistema implantou permanentemente em meus pensamentos me tira dessa , eu vou doar latas de leite pra igreja eu prometo.
Ele descia a favela correndo como um louco , as pessoas olhavam pra ele , descendo , trocando as penas e gritavam:
- Perdeu maluco !
É uma merda , devia ter ouvido minha mulher , devia ter ouvido meus pais , devia ter prestado atenção naqueles programas jornalisticos da tarde , isso não leva a porra nenhuma !
Continuava descendo as escadarias estreitas , becos com escadas era uma coisa que só existia no brasil , você descia a escada desviando dos degraus , dos ratos, do esgoto e das baratas para achar um lugar onde os barracos fechavam a rua, deixando-as sem saída.
Fodeu ! - Pensou
Olhou para cima e não viu nada , eles poderia estar lá em cima procurando ele , ou decser a qualquer momento, ele já sentia a primeira rajada de fuzil. Mentalmente varis tiros haviam sido disparados , levando parte do seu cérebro juntamente com o estalar das balas.
Resolviu subir , pelo canto escorando-se nas paredes sujas , se escondendo no breu da noite.
Ouviu passos lá em cima parou e observou. Eram apenas negrinhas do baile, negrinhas muito gostosas do baile. Não podia pensar nisso agora.
O cehiro de mijo o causava ansias de vomito, e a cachaça o nervosismo também , estava se cagando todo .
Chegou ao cume da escadaria e tentou analisar onde estava. Inútil. Nunca havia estado tão alto na favela , não tinha a menor idéia de pra onde seguir , alí o alto era baixo , a esquerda era a direita e as ruas , muitas delas não tinham saída , ele não tinha tempo de errar , ou de pensar muito, por sorte a frente da de um barraco cor de madeira caido aos pedaços uma veha vendia sorvetes.
- Minha senhora , como eu vou para o Rio Comprido ?
- Está devendo garoto ? Porque está todo suado ?
- Minha semhora vou lhe dizer a verdade, eu dei varios tecos e estou travadão, esqueci como desce daqui .
- Quanto você tem no bolso pra perder ?
Colocou a mão no bolso e avistou a nota de 5 reais , se sobrevivesse ia ter que ir pra casa a pé.
Ele deu o dinheiro e a velha disse a ele :
- Siga em frente vc vai ver um bar, lá vire a direita e desca a primeira ladeira.
- Muito obrigado dona , me de um sorvete desses 5 reais ?
- Não!
Ele chegou no bar , entrou e pediu um cigarro a um outro velho que jogava na máquina de caça niqueis . O velho deu . Ele acendeu o cigarro e virou a rua decsendo a ladeira , era um lugar extremamente escuro e ouvia passos.
Resolveu voltar ao bar e perguntar para o velho um outro caminho.
- Senhor, existe um caminho mais rápido que essa ladeira para o Rio Comprido ?
- Porra cale a boca filho da puta , me deixa jogar caralho !
Perguntou ao dono do bar e ele disse paranão descera ladeira porque não tinha saída:
- Velha filha da puta - Pensou
Ele disse que a única saída era passando pela boca do chapa.
Pronto se fodeu, agora sabia onde estava , mas se passasse la´ia morrer da forma mais cruel possível , seriam capazes de estuprar seu cú com um cano , ou queima-lo vivo.
Ele voltou , lá estava a velha e os sorvetes , aquela parte da rua vazia , ele não aguentou o desespero. Deu uma porarda na cara da velha que caiu e bareu com a cabeça na parede, ele chutou a cara dela e gritou:
- Sua filha da puta !
Bicou a cara da velha até ela desmaiar, um sono santo , ele pegou todo dinehiro da velha e enquanto abria um sorvete , um pouco de glicose para sua alma destruída, teve uma idéia.
Pegou vestido da velha vestiu e jogou sorvete nas manchas de sangue.
- Depois fou vestido de travesti e chegoua boca do chapa imitando um deles.
- Oi amor, me dá uam maconha de 5 ?
- Ih alá mané , mó travecão, tu é caso da maria trolha ?
- Sou sim , to na casa dela pa gente i pu baile gatzinhu.
- Tu é daonde ?
- Moro no rio comprido gatzinho , moro na pista .
- Se você me chamar de gatinho de novo vou estourar o seu cú
- Ai eu ia gostar benzinho!
Enquanto o outro cara da boca ria , ele deu um soco na cara dele. Viu o traveco cair e falou:
- Vaza daqui se não quiser tomar um tiro na cara! Toma essa porra!
Jogou a maconha em cima dele.
Aquele soco no olho ia inchar pra caralho, ele finalmente achou um caminho familiar e vestido de mulher desceu as escadas da sua liberdade, mesmo sendo uma liberdade provisória , afinal estamos todos mortos. Só não desencanamos ainda.
Ao avistar a saída pro Rio Comprido avistou o bar da matinha. Chegou lá pediu uma cachaça e apertou um back, alí estava a salvo. Não lembrava o que tinha feito , porqu4e atiraram contra ele , mas o alcool tinha algo haver com isso , tinha certeza. Talvez mulheres, talvez os paraíbas tivessem torrado a sua paciencia, mas apesar da morte sempre estar perto ele tinha saído ileso, com um naseado pro final da noite e bastante dinheiro até pra um taxi , quem sabe ainda comer uma puta hoje. Porém depois de fumar o baseado e tomar outra dose , ele ainda teria que passar em casa pra tirar o vestido de mulher.
Ao descerem da favela um neguinho ainda gritou para ele :
Ui querida !
Ele sorriu !
- Merda se eles chegarem atrás de mim pelo morro podem me acertar - pensava
- é hoje que eu vou morrer, não vai dar mais pra correr desse jeito - pensava
A morte beijava seu rosto e sua cabeça girava por causa da cachaça, nem lembrava o que tinha feito , mas os homens amrmados continuavam atrás dele.
- Deus se você existir, se não for mais uma alienação que a o sistema implantou permanentemente em meus pensamentos me tira dessa , eu vou doar latas de leite pra igreja eu prometo.
Ele descia a favela correndo como um louco , as pessoas olhavam pra ele , descendo , trocando as penas e gritavam:
- Perdeu maluco !
É uma merda , devia ter ouvido minha mulher , devia ter ouvido meus pais , devia ter prestado atenção naqueles programas jornalisticos da tarde , isso não leva a porra nenhuma !
Continuava descendo as escadarias estreitas , becos com escadas era uma coisa que só existia no brasil , você descia a escada desviando dos degraus , dos ratos, do esgoto e das baratas para achar um lugar onde os barracos fechavam a rua, deixando-as sem saída.
Fodeu ! - Pensou
Olhou para cima e não viu nada , eles poderia estar lá em cima procurando ele , ou decser a qualquer momento, ele já sentia a primeira rajada de fuzil. Mentalmente varis tiros haviam sido disparados , levando parte do seu cérebro juntamente com o estalar das balas.
Resolviu subir , pelo canto escorando-se nas paredes sujas , se escondendo no breu da noite.
Ouviu passos lá em cima parou e observou. Eram apenas negrinhas do baile, negrinhas muito gostosas do baile. Não podia pensar nisso agora.
O cehiro de mijo o causava ansias de vomito, e a cachaça o nervosismo também , estava se cagando todo .
Chegou ao cume da escadaria e tentou analisar onde estava. Inútil. Nunca havia estado tão alto na favela , não tinha a menor idéia de pra onde seguir , alí o alto era baixo , a esquerda era a direita e as ruas , muitas delas não tinham saída , ele não tinha tempo de errar , ou de pensar muito, por sorte a frente da de um barraco cor de madeira caido aos pedaços uma veha vendia sorvetes.
- Minha senhora , como eu vou para o Rio Comprido ?
- Está devendo garoto ? Porque está todo suado ?
- Minha semhora vou lhe dizer a verdade, eu dei varios tecos e estou travadão, esqueci como desce daqui .
- Quanto você tem no bolso pra perder ?
Colocou a mão no bolso e avistou a nota de 5 reais , se sobrevivesse ia ter que ir pra casa a pé.
Ele deu o dinheiro e a velha disse a ele :
- Siga em frente vc vai ver um bar, lá vire a direita e desca a primeira ladeira.
- Muito obrigado dona , me de um sorvete desses 5 reais ?
- Não!
Ele chegou no bar , entrou e pediu um cigarro a um outro velho que jogava na máquina de caça niqueis . O velho deu . Ele acendeu o cigarro e virou a rua decsendo a ladeira , era um lugar extremamente escuro e ouvia passos.
Resolveu voltar ao bar e perguntar para o velho um outro caminho.
- Senhor, existe um caminho mais rápido que essa ladeira para o Rio Comprido ?
- Porra cale a boca filho da puta , me deixa jogar caralho !
Perguntou ao dono do bar e ele disse paranão descera ladeira porque não tinha saída:
- Velha filha da puta - Pensou
Ele disse que a única saída era passando pela boca do chapa.
Pronto se fodeu, agora sabia onde estava , mas se passasse la´ia morrer da forma mais cruel possível , seriam capazes de estuprar seu cú com um cano , ou queima-lo vivo.
Ele voltou , lá estava a velha e os sorvetes , aquela parte da rua vazia , ele não aguentou o desespero. Deu uma porarda na cara da velha que caiu e bareu com a cabeça na parede, ele chutou a cara dela e gritou:
- Sua filha da puta !
Bicou a cara da velha até ela desmaiar, um sono santo , ele pegou todo dinehiro da velha e enquanto abria um sorvete , um pouco de glicose para sua alma destruída, teve uma idéia.
Pegou vestido da velha vestiu e jogou sorvete nas manchas de sangue.
- Depois fou vestido de travesti e chegoua boca do chapa imitando um deles.
- Oi amor, me dá uam maconha de 5 ?
- Ih alá mané , mó travecão, tu é caso da maria trolha ?
- Sou sim , to na casa dela pa gente i pu baile gatzinhu.
- Tu é daonde ?
- Moro no rio comprido gatzinho , moro na pista .
- Se você me chamar de gatinho de novo vou estourar o seu cú
- Ai eu ia gostar benzinho!
Enquanto o outro cara da boca ria , ele deu um soco na cara dele. Viu o traveco cair e falou:
- Vaza daqui se não quiser tomar um tiro na cara! Toma essa porra!
Jogou a maconha em cima dele.
Aquele soco no olho ia inchar pra caralho, ele finalmente achou um caminho familiar e vestido de mulher desceu as escadas da sua liberdade, mesmo sendo uma liberdade provisória , afinal estamos todos mortos. Só não desencanamos ainda.
Ao avistar a saída pro Rio Comprido avistou o bar da matinha. Chegou lá pediu uma cachaça e apertou um back, alí estava a salvo. Não lembrava o que tinha feito , porqu4e atiraram contra ele , mas o alcool tinha algo haver com isso , tinha certeza. Talvez mulheres, talvez os paraíbas tivessem torrado a sua paciencia, mas apesar da morte sempre estar perto ele tinha saído ileso, com um naseado pro final da noite e bastante dinheiro até pra um taxi , quem sabe ainda comer uma puta hoje. Porém depois de fumar o baseado e tomar outra dose , ele ainda teria que passar em casa pra tirar o vestido de mulher.
Ao descerem da favela um neguinho ainda gritou para ele :
Ui querida !
Ele sorriu !

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