Vini e o mundo paralelo

Thursday, June 28, 2012

Plenitude


Eu corro e olho o céu e ele já não me da bom dia, as estrelas parecem bolinhas de cor, que tem beleza mais não tem valor, isso quando não é só a escuridão. Resolvo sair, percebo a cidade, invejo os medíocres, me inferiorizo aos maiores, porém não há ninguém igual a mim. A tristeza já faz parte do corpo, o rumo se perdeu a tempos e perambulando entre os conversantes tento algo. Não tenho sacolas de compra ou objetivos, não estou atarefado nem ligado a nada. Sou algo e sou nada ao mesmo tempo. Mas sou alguma coisa.

Não desejo saber o que sou nem se ainda sou algo. As lindas mulheres e as dolorosas decepções. Os carros que passam e a minha idade aumentando. A criança morta sangrando dentro de mim. As escolhas erradas e o boteco vazio. Sem dinheiro e sem esperanças, caminho ainda sem nenhum lugar pra ir e caminho reto por não ter onde parar, nem porque parar. As vezes que sorrio quase sempre é de mim mesmo. Com os outros apenas sou capaz de ser. Um vaso raro quebrado, talvez prepotente, talvez preguiçoso, talvez sensível, talvez inútil. Totalmente diferente e indiferente. Correndo até o céu , agora já andando. Não pude mais correr muito. As pessoas não gostam de gestos bruscos em certas ocasiões. Mantenho-me o mesmo. Tentando ao máximo fingir a normalidade. Reparando e percebendo. Observando sem aprender muita coisa. Parece que já sei tudo de cor e que tudo é uma coisa só. O nada. Quando se altera ainda sim é nada.

Sempre está lá por mais que algo aconteca e devo confessar, não acontece muita coisa. Os rios poluídos me incomodam, começo a voltar pra casa, sem esperança de melhora eainda combatendo algo que não sei o que é. Mas não me renderei. Também não sei porque. Só tenho as perguntas mais muito pouca resposta. Minha resposta ainda é a inexistência existente. O sol brilhando no céu e nos fritando. Fico preto, fico a milanesa. Pronto pro consumo, mas sou de gosto estranho , poucos se atrevem e poucos gostam. Meu aspecto não apetitoso sempre me preocupou.                                                                                                                                                                                  As luzes brancas sobrepondo as verdes, as azuis. A brancura de maquina de lavar. A imundice mais limpa. Me guiam a realidade , talvez só a minha. Onde gosto de estar, onde ainda consigo lembrar de viver. Minha identidade é falsa. Não sou mais eu que lá estou. Promessas vãs. Raciocínios sem continuidade . Cada vez mais perplexo com os outros e fazendo parte deles , mais até do que eles. Sempre tratando-os como "eles', eu, isolado na bolha que o sol queimou que explodiu. comigo dentro. Meu oxigênio nas ruas. Os mendigos e piranhas caem do céu. A fogueira é longe da cachoeira e feita lá no alto daquelas casas pobres. O violão sempre trastejando , está quebrado. Não conheço ninguém que o concerte. Não tem muita graça se é de graça. Se não tenho o que oferecer porque vão me dar atenção?  Chegando a meu apartamento de certa forma limpo para um homem que mora sozinho posso perceber alegremente a televisão. Afim de desligar minha cabeça ou quem sabe dormir. Dai avistei uma sessentona que cozinhava com roupas picantes. Apenas comidas que o cidadão comum do brasil jamais conseguirá fazer, ou por não terem farpela para os ingredientes ou porque achariam que é uma merda comer aquilo ali. Porque ela não da um macete pro bife ficar mais vermelhinho? Porque ela não me ensina como fazer um tempero animal pro feijão? Porque acho que apenas eu penso assim. Apesar de não fazer a receita eles almejam um dia poder fazer a comida. E essa ilusão os mantém sorridentes e confiantes. Se contentando com a não plenitude. Eu queria que todos pudéssemos ter o máximo de tudo que quiséssemos. Mas é injusto e sempre será. O problema é que vocês querem sempre mais. Troco de canal e boto no desenho. Aqueles de super-herói americano. Vejo um pouco e me sinto orgulhoso e patriota e procure um herói do nosso pais o líder das cachoeiras e cascatas e do céu azul anil. Eu mesmo te respondo, JOSÈ SARNEY com o auxilio de seus partidários corruptos e seus correligionários. Sou como o brasil um país sem futuro.

Wednesday, June 13, 2012

Ainda Bem

Tristeza toma conta de mim de novo , é um livro já relido cinquanta vezes e essa dor de nada é pior que um chute nos bagos.  Agora a pouco peguei o violão e me vi tentando tirar a música da Marisa Monte no radio.Uma música com a letra ruim um vocal agradavel até e que não deve ter mais de quatro notas, porém devo agradece-la o fato de ter passado alguns momentos cantarolando esse hino a esperança melodramatica.
Acredito que muitas músicas inclusive dela, se tivessem uma letra um pouco melhor, rios de gozo cairiam do céu e nadariamos todos em um mar de porra gosmenta e amarela.
Depois da música , (ninguém aguenta mais de tres minutos) passei pro Whisky, meu verdadeiro amigo de fé. Ele não me pede nada em troca a não ser uns trocados e faz com que a melhor companhia do mundo seja agradavel pra mim, a minha própria. É facil pra quem se gosta , pra quem tem no coração a sensação de que pode fazer qualquer coisa. Eu não , tenho a sensação de que nada precisa ser feito e se tivese realmente , não faria. Por medo , preguiça, desanimo , não sei. Acho que é mais por sentir que não adianta nada , por acreditar firmemente que a vida continuará esse lixo perdido nas vielas. Ainda assim ele me engana , me baleia e me faz rir, me faz pensar , lembrar de sensaçõs alegres e até de tristezas que lembro com alegria. Difícil entender né?
Rir da minha desgraça, essa é minha tonica a muito tempo e tem que ser assim , ou enlouqueço de vez e me taco na baia de guanabara junto com aquele monte de bosta. Ah Ballantines Gold Seal Special Reserve, apenas você tem o dom de me pegar de um lugar gélido onde não nasce nada , nenhum resquicio de vida e criar pra mim uma ilusão engraçada, como se algo estivese ali. Nunca está , mas sempre precisamos acreditar. Temos sempre a vida a tira colo e com elas milhares de outras coisas a nos enlouquecer. O whisky mostra que você ainda tem armadura, que sua espada ainda não quebrou e por mais que teu sangue jorre você vai estar lá , com uma arma em punho pronto pra agredir algum otário , algum boçal algum, escroto, este, que pode ser até a ti mesmo. O sono já não ia vir mesmo , as teclas já não tem a mesma influencia , já não fazem o coração pulsar , então pego o café e  misturo ao Gold Seal e fica incrivelmente bom. A metade se aproxima , a vida já não é tão próxima ao nascimento e sim a morte. Os lúcidos se encrencam de vez lutando contra um exército cada vez maior e caem feridos e nocauteados. Levantam ainda com seus manuescritos, suas músicas, seu violão, sua peças de teatro e seus quadros. Sobem no morro e gritam bem alto erguendo sua obra com as mãos dizendo:
- Olhem existe outro lado!
Mas ninguém olha pois o morro é muito alto. Você nem ve mais as flores , sente o orvalho e observa os animais . Não dali do alto é tudo cinzento e se você voltar pro primeiro andar os canibais já te esperam com a bandeja e os temperos. Não é justo mas também o que você queria?
De mãos atadas, com adesivo colado na boca e uma rolha no cú. Comendo restos de vida e fingindo ser grandioso não sabendo o que é realmente se ter uma vida. Eu também não sei.
Aqui só entendo trabalho escravo, pessoas que esmagam sentimentos , calhordas, fascinoras, sugadores de vida, da pouca que nos resta e vejo isso num estudio bonito com um sofá duplo varias cameras e uma mulher com aqueles conjuntinhos formais sempre da mesma cor e com um belo decote. Dissertam sobre o que querem e não sobre o que acontece. Deturpam o que acontece para que aconteça o que querem. E inventam demais pra que aconteça algo relativo a seus interesses, mesquinhos interesses, mas o que se faz?
Quando já não há mais interesse nenhum , quando você consegue ver a sacanagem de perto sem querer , quando a venda dos teus olhos é tirada. Porra porque não me deixaram vendado, porque não inseriram uma anestesia de dentista com uma agulha no fundo da minha gengiva e me fizeram viver no mundo colorido com bolinhas flamejantes lindas, de todas as cores, por causa deles nem direito as bolinhas tenho mais.
Tento me alienar mas é tudo muito chato , nada me toca a não ser o que já foi feito antigamente, o novo não é novo , e a única coisa que se renova é a bosta. Criam-se bostas com gosto e cheiro diferentes. Uma amiga que acredita na psicologia me disse que assim como ela generalizo também , mas aqui não falo em ciencia, sendo que como dizia Raul, a unica coisa que a ciencia tem é um lapis pra calcular e uma borracha pra depois apagar. Eu não generalizo de forma consciente e sim porque de fato é só o que vejo nas ruas. Pessoas caidas , massacradas, com a guarda aberta , buscando na queda do outro o sucesso, buscando na dor alheia, a piada , buscando no fraco, a violencia. Que bom seria se chamassemos Juliana Paes de macaca feiosa, se mesmo apanhando dessemos uma porrada na cara do Mike Tyson, fossemos ler a biblia pra um estuprador  na cadeia e fizessemos piada sobre como o Sarney enfia na nossa bunda sem vaselina. Povo marenhense que luta e sofre muito.
A coisa tá tão empregnada que as reeleições viraram moda e os politicos nem se preocupam mais em dizer porra nenhuma. Falam estoicamente sobre  o que querem e o que não querem não respondem. Representantes do povo burro e sedado que também nada diz. Parecem gostar de uma boa curra.
Serginho do meu Rio de janeiro das licitações fraudulentas e dos grupos de exterminio. Kassab da violencia extrema e do erriquecimento ilícito em São paulo. Ruriz em Brasilia, Pirilo em goías, Agnelo também em Brasilia e o poderoso chefão lider de toda mafia. E e a popularidade deles só sobe.
Com essa onda de liberação gls que ocorre por ai acredito que o povo já ache normal a curra e na verdade é, pois a bunda ainda pertence a cada um e damos ela pra quem quisermos.
Mas o que não pode haver é esse estupro, essa obrigatoriedade ao estupro imposta a mim que não votei nesses animais. Racionais porque os irracionais não fariam isso se pudessem pensar.
Se existe um deus está em cada um deles , pastando nos campos , renovando a natureza, polinizando o mundo e fazendo a terra respirar, ainda...

Ainda bem
Que ainda posso beber
pois realmente não sei
o que fiz pra merecer
sofrer
Porque ninguém
fará nada por mim
e enquanto estiver assim
A luz já não vai nascer
no fim
Pobre coração
Já estava acostumado
Com a ilusão
que algo podia ser mudado
Mas você não quer mudar
Você quer continuar
Fingindo estar feliz
Com a Benga a lhe estuprar
Assim
O meu coração agora está aposentado
sem nenhuma ilusão
ele vive tão chapado
E nada se transorformou
na merda eu ainda vou
nadando e pedindo bis
brincando de me matar
assim...

POW