Desilusão
Ouvi em algum lugar que é sacaneado uma vez merece um afago , mas quem é sacaneado duas vezees merece um socão na cara. Deve ser verdade , já não sei mais. Ainda estão todos distantes cuidando de suas vidas, e eu mera opção sigo sozinho, sem me bastar como meus grandes ídolos. Talvez por não ser tão genial, por não terminar nada que começo , não porque começo e sim porque pra mim as coisas chegam ao fim antes do fim derradeiro. Ele vem cortando o cérebro em fatias pequenas , destruíndo as conexões dos neuronios e te fazendo babar, te fazendo emitir os sons do não pensar. Daí recorro aquilo que não me completa mas me preenche um pouco, tenho que fazer isso, pro vento não me fazer sair voando. Eu e o vento. Prefiro ele a mim mesmo, prefiro o nada a ele , prefiro o nada a mim. Como tudo em minha vida , termina sem o final esperado. Sem final nenhum. Sempre voltando sem que eu possa ter acesso. O nada, o vazio que traz consigo o sofrimento. Se o nada é nada como trazer algo? Só sei que traz. Só sei que existe. Só sei o que sei e não consigo saber de mais nada. Talvez nem queira. Uma total inutilidade. A madrugada tão calma quanto a maior das insanidades. O céu limpo, mas sem estrelas no céu , até a estrela solitária deixou de brilhar, era importante pra mim , me apegava nela pra sonhar. Como esvrever sem sonhar , como dizer as pessoas alguma coisa se sua cabeça é uma nuvem? Não sei , mas estou aqui , ainda dando porrada nas teclas, ainda brigando e saindo na porrada com ela pra poder dizer alguma coisa , as vezes pra ninguém, as vezes apenas para mim mesmo. Mais um texto prolixo cheio de erros. A minha profundidade sumiu depois que cai no abismo que as nuvens me fizeram não ver. Repiro fumaça , vejo luzes artificiais e meu sol é tampado por um prédio de 30 andares, piscina, quadra de esportes e amplo estacionamento. A praia me é privada pelo preço dos onibus. O caminhar me é privado pela violencia dos lugares que me restam passar para chegar a ela. Decido não ir , decido me afastar do mar e como já havia corrrido do céu restou-me a terra. Cruel, fétida e calorenta. Caindo no campo da abstração procuro Deus. Mas ele é ocupado demais pra me ouvir, deve estar planejando quem vai ficar com o ultimo bebe abandonado na lata de lixo ,ele,o diabo, ou algum animal faminto. O lixo cresce , ele sim existe demais, privando-me do ar puro e das cores do alto, da visão e da conversa com o divino. Acho que ele prefere a distancia e nós também. Apostar nas outras pessoas também é uma opção, apenas opção, pois ajo por conveniencia como todos eles. Afim de parar de me enganar consigo correr deles também. O fogo que poderia existir em mim, só se manifestará quando chegar ao inferno. Não estou muito longe disso , mas por enquanto sou mais gelado que o mais duro iceberg.
Enorme montanha de gelo onde se guarda meu coração, vermelho diante do sangue congelado. O verde sim me fascina muito, mas anda escasso. As madereiras, os fazendeiros e a UPP acabam com ele aos poucos. É muito difícil conseguir encontrar. Mas porém afinal que diabos há de bom, pra onde foi a esperança caucada nos sonhos? Me diga você...
Enorme montanha de gelo onde se guarda meu coração, vermelho diante do sangue congelado. O verde sim me fascina muito, mas anda escasso. As madereiras, os fazendeiros e a UPP acabam com ele aos poucos. É muito difícil conseguir encontrar. Mas porém afinal que diabos há de bom, pra onde foi a esperança caucada nos sonhos? Me diga você...

