Vini e o mundo paralelo

Tuesday, May 31, 2011

Merdas Aglutinadas

Eu continuo gélido. Estava suando com o calor e derretendo com a tristeza agonizante. Uma menina que não era só sexo estava lá e eu aqui espremendo o pus de minahs feridas. Jogaram-me a muito tempo em um balde de ácido, ainda sinto as vertigens. Cheguei ao sul, adorei o frio. A volta do aeroporto atée o hotel silenciosa e sem buracos. Estava correndo nas nuvens , tropeçando apenas nas belas histórias. Imaginando estar perto da felicidade. Cheguei ao hotel e senti aquela atmosfera jovem. todos tocando violão musicas horrríveis , vendo televisão e sorrindo , cada um com seu sotaque pois tinha gente de todo o Brasil. um argentino jogava sinuca com um frances. Paguei minha estadia por nove dias. Corri parar meu quarto joguei a mala embaixo da cama , comigo dormiam dez pessoas no que chamavam de Hostel. Detestei isso , mas era o que dava pra pagar. tentava ficar sozinho e não conseguia em Porto Alegre . As pessoas tinham sede de me conhecer e eu afome de me afastar. Saí. Procurei um bar que me indicaram na cidade baixa. Cheguei lá e fiquei nauseado com o que vi, a mesma felicidade falsa do hotel , pareciam os mesmos com os mesmos casaquinhos xadrez. um viado tocava flauta , outros também jogavam sinuca e gritavam eu fiquei com minha cerveja accahando em mim um pouco de paz. Só assim consigo ter alguma. Mas não consegui , nunca consigo, dai recorro a música e tento fingir que atinjo. Pink Floyd como sempre e mais cerveja. ainda só , incomodado com a imbecilidade alheia. Se eu era tão legal porque ainda percebia os outros?  Precisava deles também, admito , mas de uma forma diferente. Eles lá e eu aqui , mas eles tinahm que estar lá , porquee a falta ddeles me dava vontade de cometer suicídio ou comer um pedaço da parede, ou ver Hebe e lamber meu cú. Nunca podai lamber meu cú ee isso me frustrava muito. Minhas 10 fichas de Pink Floyd no junkbox haviam acabado, e ai me chegou o flautista afeminado:
- Cara vi tu colocando os Floyds na maquina , mee amarro , curte Jethro tb?
- Sim, são muito bons mesmo.
Dai ele tocou uma parte de Thick as a Brick e eu mostrei uma simpatia de um clone meu que consigo fazer as vezes. Manipila-los era fácil , maas eu até queeria que allgiém gostasse de mim , apesar dde não me esforçar em nada. Continuei correndo a mente, criando uma imensidão de nuvens pretas que me impediam de esporrar o bar inteiro com meu gozo amarelo. Meu gozo é igual aos outros , nisso nos encontramos. Bebemos muito , chegaram seus amigos, eu fui um deles , ri , contei coisas esqueci da minha alma gélida sem me esquecer da minha alma gélida e apanhei essas esmolas que me deram. Depois sai. Sai pelas belas e organizadas ruas do Rio Grande. o sul também tem mísérias , mendigos passando um frio do cão e frequentemente ao entrar nos lugares ouviram , po eentrou um NEGRÃO escroto aqui , ainda bem que não asssaltou. Percebi quando parei pra comeu um hamburguer que as pessoas se preocupam mais com a vestimenta das pessoas. Percebi também que todo mundo é igual de uma forma diferente em qualquer lugar. Ainda ia demorar pra eu reencontrar minha menina. Fui no parque da reedenção porque o flautista disse que tinha maconha mas só achei crack , o nectar dos imbecis fracos , imbecis fortes cheiram pó, que também não gosto. Voltei por hotel que estava quase vazio. Sentei no confortavel sofá da casa de jogos e só tinha um viadinho chileno na recepção. Sem ele ver cocei o cu mal limpo algumas vezes e com vergonha assisti as notícias do futebol. Bebado ainda peguei um pouquinho depois o violão. E então percebi uma coisa importante. A merda sulista fede mais, mas é menos feia , merda do Rio é jogada no seu rosto , a merda de São Paulo é escondida embaixo de um tapete cinza e e voce pisa em cima sujando o tapete e manchando seu sapato de carmim. A merda e merda de qualquer jeito. A vida se é quee existe é também de quaçquer jeito vida. E eu só queria saber plagiando o um dos reis da boçalidade mundial, e agora? Que faço eu da vida sem você?

Friday, May 20, 2011

Man

E saio , sempre saio
Estão todos falando. Alguns berram.
Outros falam sem abrir a boca.
Eu nada falo mas tb não escuto , são informações diferentes das que eu posso entender.
O céu escurece e clareia.
Os onibus passam te jogando vento.
Vento preto que te faz tossir.
Vento legalizado.
Os homens e suas pastas.
Suas belas gravatas.
Seu seguro comportamento.
Sua irritante certeza.
E ainda estão todos falando. com os olhos arregalados, andando em galhos como macacos. Caçando sempre.
Cagando nas arvores.
Voando na lama.
Sujos e Calorentos.
Todos e seus pertences.
Seus valores.
O tempo nunca passa de verdade. Quando vc caminha sem olhar para os lados. Quando vc tenta achar um sentido nisso tudo. No homem barbudo, na vala fedorenta, no chão de asfalto.
Deixam ver o fundos dos seus dentes.
Sorriem por nada.
A comida é barata.
Meu saber não é nada.
Continuam dizendo.
e eu apenas penso.
Porra e aquele disco do focus de 1973.
Porra.
Eu sempre estou onde não quero e não posso estar. Mas é o único modo de se estar em algum lugar.
Voce precisa babar perdigotos frente ao nada , o imenso e infinito nada que vem depois do seu lugar seguro.
A chuva de rosas.
O espelho sempre quebrado.
A sua fraca e pequena auto-imagem.
A sensação de que não é melhor que todo mundo.
E a sensação de que não lhe é permitido ousar em nada.
A diferença é mal vista.
Eles vem correndo pelo escuro onde você se permite parar de pensar.
Te embrulham te jogam chocolate e te vendem no mercado.
Voce fica lá observando ...
- Meu Deus! Como falam!