Vini e o mundo paralelo

Thursday, April 22, 2010

S.O.S

Nunca tive muita sorte com as mulheres. Acredito ter que cara de otário e também me apaixono muito fácil. Isso é o maior erro de todos. Grande parte daminha inaptidão para com a vida se dá em razão delas e das putarias que elas sempre me proporcionaram. Uma pena que essas putarias nunca foram realizadas comigo. A primeira menina que me apixonei chamava-se Sthephanie. Tinha acabado de voltar dos Estados Unidos , mais gordo e tinha acabado de entrar no ensino médio.
Conheci-a nos famoso e saudoso point do underground do Rio de Janeiro chamado Beco da Bohemia e com essa menina que fazia um estilo grunge da época e tinha lindos olhos azuis convivi alguns anos , tendo-a como minha razão de estar vivo. Estar na presença dela mesmo que sem pretensões maiores pra mim já era um orgasmo, multiplo, que me levava as estrelas, me fazia criar novos universos, mas com ela , cometi por inexperiencia um grande erro, me tornei seu melhor amigo , sepultando assim qualquer possibilidade de que esse amor, quase que infantil se realizasse. A unica vez que tava confiante de dizer a ela o que sentia ela deu pra um amigo meu no garagee eu tive que ajuda-la a parar de vomitar depois.
Já o meu segundo amor foi uma aspirante a atriz da unirio chamada Carla. Era uma linda morena, alta e bem mais velha do que eu. Ela me ensinou a ser safo no sexo , mas também me ensinou a começar a viver nesse marasmo depressivo que me rodeia até hoje. Ela fazia uma peça do Fausto que não me recordo o nome agora no teatro da Unirio, cheio de caveiras, decorações macumbisticas, e viadinhos pelados que tomavam banho de leite. Também tinham umas gostosas usando roupas de putas que dançavam sensualmente na sua pica. Era um bom espetáculo. Eu era novo ainda , não havia entendido direito que todos os atores se comem o tempo todo e que meu amor por ela , pra ela , não passava de uma brincadeira. Só queria ter alguém pra foder de vez em quando. Descobri isso quando emmeio a festa do encerramento do espetáculo ela ficou com o cara que tava produzindo o cd da minha banda , sendo que eu havia indicado o espetáculo teatral a ele.
A minha terceira experiencia amorosa conheci uma menina enquanto estava vomitando num beco em botafogo após uma noitada de gummy de tangerina. Fomos pra uma festa chamada alien nation onde as filhinhas dos bunkeiros endinheirados pagam boquete em troca de pó. Com essa menina a uma linda, a Alessandra me apaixonei da forma mais brutal possível , namoramos um ano e tudo que eu fazia , minha vida inteira era em torno dela. Me tornei submisso e apaixonado. Passava todos os dias na casa dela. Mas como esperado e eu ainda inexperiente não percebi que a minha presença lá , todos os dias , durante um ano saturariam qualquer relacionamento. Terminamos e voltamos várias vezes , mas descobri por intermédio dela, que toda vez que terminavamos ela ficava com um cara diferente, enquanto eu , babaca ficava em casa chorando e baixando musica depressivas do King Crimson pra ficar ainda pior. Como se merecesse todo aquele sofrimento.
Terminamos até a morte do avo dela , que era como um pai , depois tentamos voltar e ela ficou com um amigo do colégio o que me fez explodir e expor a vagabundagem dela a outros pela rua. Foi bom me livrei da merda por uns momentos e nessa época minha vida começou a melhorar. Depois dela namorei umas meninas cujo não tinha nenhum sentimento. Uma menina de Goáis que veio do rio só por minha causa, depois virou crente e casou com um pastor de lá. Uma gorda maluca que se dizia tatuadora mais nunca tatuou ninguém e além de dar pra rua inteira ainda me passou piolho. Daí resolvi ficar sozinho, oq era bom e mal ao mesmo tempo , mas estar apaixonado era ruím o tempo todo , então isso me levou a crer que ficar sozinho era a boa. Daí conheci a Princiane, uma baixinha que gostava muito de foder, mas um belo dia depois de dois meses de namoro achei fotos no celular dela trepando com um cara com uma pica enorme. Mais uma vez sai na merda chorando e me deprimindo mais do que nunca. Escolhi então a solidão. A solidão , a falta de vida e o nada existente era a unica coisa que me fazia bem. Era eu e meus rockzinhos progressivos, não havia nada de mal , nessa época trabalhava e podia beber e fumar quando eu quisesse. Era quase um paraíso. Até que no Carnaval desse ano um furacão chamado do Rio Grande do Sul levou meu coração e estraçalhou-o em pedaços pequenos. Nos conhecemos no ano novo e ela tinha me dado um toco. Era melhor assim , que chance eu teria com uma menina tão bonita ? Até que nos ultimos dias dela no rio , resolveu em dar um chance. A gente ficou e foi um dos melhores dias da minha vida. Me sentia renovado e tinha certeza que faria qualquer coisa por ela. Até morar no sul e trabalhar limpando banheiros cheio de merda fumegante. Mas não deu certo. Ela voltou pro sul , durante um tempo me jurou sentimentos ,mas hoje me ignora e recentemente vi uma foto dela na internet lambendo um enorme caralho de prata brilhante cheio de lindas lantejou-las fashions. O caralho enorme mais hype que eu já vi.
Desde fevereiro minha vida está estagnada. Escolhi de novo a inexistencia, de novo o sofrimento e de novo ao primeiro disco do King Crimson , disco foda que eu recomendo a todos. Até que . . .
Semana passada , Vitória, uma das meninas mais lindas em todos os sentidos que eu já vi na minha vida apareceu na minha frente, me abraçando dizendo que eu era demais e que não saíria do ambiente alcoólico que meencontrava sem ficar com ela. De novo a falsidade da vida se renovou e eu me encontro apaixonado , sabendo que no fundo o machado virá cortando a minha cabeça e que minha lingua pra fora simbolizará a merda que eu sou.
Mas ainda não aconteceu. Ela não está apaixonada por mim, mas ainda não em sacaneou de nehuma maneira. Ainda, mesmo com toda essa experiencia negativa, espero o melhor. Agora é só esperar , de frente com a depressão a vida me foder de novo, acontecendo , postarei a minha merda pra vocês que apreciam demais o sofrimento alheio. Sabendo que nasci pra sofrer durante toda a minha vida e não tenho o culhão suficiente pra acabar com ela. Me resta pegar uma cerveja e ligar pra ela dizendo como me sinto. Dará algum resultado?

Thursday, April 01, 2010

Happy The Man

O louco tinha acabdo de fugir. Tinha usado a roupa de um faxineiro. Pegou-lhe na gravata até apaga-lo. Ele havia praticado lutas. A necessidade lhe fez aprender brigar. Mas não era perigoso. Não devia estar ali mesmo.
- O que fazer agora? - Pensava.
- Não vou poder arrumar emprego, não tenho dinheiro nem pra um onibus e daqui a pouco talvez deem a minha falta.
Estava começando a raciocinar. A primeira atitude era sair dali e ir pra qq lugar. Depois de muitos minutos no ponto e a cabeça quase explodindo, a cabeça baixa de vergonha por tanto pedir carona, consguiu dar um calote.
Sentou na parte de trás do 410.
Ele se sentia bem. Era boa sua face no espelho do onibus. A luz do sol escondia suas olheiras e suas rugas. Próximo aos antibraços onde dão as injeções e tiram sangue, ainda estavam inchados. Tinha vergonha, mas estava confiante.
Ele conseguia raciocinar.
Desceu.
Andou pela multidão e sentia-se mal com a roupa de servente. ainda estava longe de casa, morava em Vaz Lobo, mas ele conseguia ainda raciocinar. Com esta roupa conseguiria algums esmolas.
Desceu na praça Afonso Pena e se pos a cantar. Não era tão mal. Reproduzia Ronnie Von, Erasmo Carlos e Golden Boys. Cantava canções de amor. Era triste ainda. Ficou doente por causa do amor. Suas canções foram interrompidas por lágrimas. As pessoas olhavam o velho chorando , sentado num banco de praça com uma roupa de servente.
Já não podia raciocinar. Era tomado pelos pensamentos maléficos. Os pensamentos de quem ama. Os pensamentos de quem nunca vai conseguir esquecer e lá no fundo sempre irá sonhar com o que foi perdido ou não alcançado.
- Merda! Eu ainda tennho saudades dela e eu só queria sufoca-la de carinho , ser-lhe o mais fiél dos anos e ama-la todas as horas da minha vida de forma incondicional. Isso não se cura, disso não tem saída.
Ele já tinha dinheiro pra ir para casa.
Conseguia raciocinar.
Erasm 3 da tarde. O calor mais intenso já estava acabando. Pegava outro onibus. Sentava sozinho. Todas as pessoas eram ela. Todas os passageiros do onibus eram ela. Tudo ao redor. Não existia nada além do seu rosto. Seu rosto que era todo o universo. Era ele e o rosto sorrindo , linda. Como a suposta felicidade. Teria de ficar ali pra semre. Não teria mais preocupações, nem teria que fugir. Ele não conseguia raciocinar.
Ele gostava. Estava satisfeito, orgulhoso. Não lembrava mais o que ia fazer nem , pra onde iria. Nem quem era. Mas sorria, sem parar , sem deixar de ser feliz nunca. Pois a totalidade era ela. Tudo que existia. O silencio terrível. o tédio forçado. Eram mais motivos pra que sorrisse.
Pois pela primeira vez eram ele e ela.
Acordou amarrado numa maca no manicomio com um pano na boca e num pequeno cubículo sem janelas. Tentou encontra-la de novo, mas não conseguiu. Era a unica coisa que se lembrava. Era um animal cagado e mijado com coceira nas bolas que não conseguia gritar.
Tentava dormir com o fedor de morte, e quem sabe, convida-la para uma conversa.