Vini e o mundo paralelo

Tuesday, December 29, 2009

Pão com mateiga

Depois de nosso primeiro encontro descobri por telefone, utensilio detestavel aliás, que ela estudava numa faculdade do Rio Comprido. Não vou dizer o nome da faculdade porque eles não me dariam nenhum centavo de publidade, mas estudei no campus do Méier e posso assegurar que é uma merda ainda pior que a ALERJ. Lá marcamos de nos encontrar. Bebemos cervejas no Ramos (esse sim merece toda a publicidade do mundo) e tentei fingir pelo menos naquele momento que não era alcoólatra. Conversávamos sobre banalidades, pois esses eram os assuntos que a interessavam, e eu esperava o Ramos vir com a cerveja ouvindo-a falar. Fazia uma cara de cú e concordava, discordava , ria , mostrava indignação, ficava emocionado , exatamente como um ator de novelas famoso, fazendo a mesma cara pra tudo, pronunciando sempre a melhor palavra já inventada pela humanidade.
- Aham
- Eu faço fotografia porque sou obrigada , por mim não fazia nada, meu pai me obrigou a fazer uma faculdade e trabalhar, porque senão ele ia ficar me enchendo saco - Disse
- Sempre vai ter alguém enchendo o seu saco , sejam seus pais , Deus, seu patrão, seu ex, um mendigo pedindo esmola, o motorista de ônibus, um policial, ou qualquer outro ser humano.
Não podemos fugir da opinião dos outros sobre nós , não dá pra fugir , vão falar tanto sobre você que vão acabar dando um jeito de te moldar a vontade deles. Você vai lutar esperniar e dizer que sabe o que quer pra si, mas vai ter sempre alguém dizendo. O ser humano gosta de dizer , mesmo as mais variadas babaquices, não consegue viver calado e quando não tem mais nada sobre o que falar escolhe a vida alheia , e acha que tem direito de entrometer-se nela. O pior é que sempre precisamos de outras pessoas , pra te dar o pão , pra curar suas doenças, pra fazer sexo pra fazer qualquer coisa. Como vai dar uma cagada se um outro ser humano não tiver feito uma privada ? Voce pode até saber fazer uma privada, mas nunca saberá fazer tudo.
(Até eu que escrevo essas bobagens precisava de alguém além de mim que lesse isso). Viver é uma merda, todos sabemos disso.
Depois disso tudo dito ela resolveu se calar com a chegada da cerveja , consegui 5 minutos de silêncio. Aí vendo minha foda voando com asinhas vermelhas de demonios resolvi falar algo mais legal do que a repugnancia da raça humana.
- Sabe voce tem olhos expressivos, gostei muito de ter te conhecido, quero que saiba que eu não bebo tanto assim , naquele dia tinha me aborrecido e enchi a cara.
- Porque se aborreceu ?
- Ah nada demais , prefiro falar sobre como você é bonita e como o seu olhar me hipnotizou desde o primeiro dia que a vi.
Nessa hora ela sorriu um sorriso encabulada. Lógicamente tinha mentido, mas a vida nos ensina a mentir. Eu era mais uma marionete das influências e não me orgulhava disso , mas a sociedade me empurra sexo todos os dias, fazendo com que passe a vida toda com tesão. É tudo uma competição entre a sua rola e você e 95% do Brasil estava perdendo. Os outros 5% são aberrações ainda piores que os 95% existentes nesse pais de belas florestas de esgoto a céu aberto. Um cheiro de urina e fezes de fato inebriante, a beleza poética das palmeiras onde cantam os tiroteios.
- A Martha não gostou de você mas seu beijo , mesmo com gosto de alcool , foi muito bom, e você tem um rosto bonito.
Ela devia ter namorado com o George Foreman pra achar meu rosto bonito , mas tudo bem , quando tava doidão , bebado de cair , olhava para os espelhos e fazia caretas pra ver se melhorava minha cara horrível. As vezes até conseguia me enganar.
- Também não gostei da Martha, mas eu não gosto de quase ninguém , pode ser que sóbrio eu consiga gostar dela.
- Sabe eu quero que você vá me visitar um dia desses . . .
Depois dela dizer esse pesadelo que seria ir pra um lugar pior que um comício do analfabeto do nosso presidente 100% de aproveitamento, resolvi pedir outra cerveja e leva-la embora dali.
Paguei o casco e fomos embora até a praça Del Veccio, um lugar muito bonito cercado de mata atlantica e de bandidos que se escodiam da polícia nela.
- Ai que lugar maravilhoso ! Nunca tinha vindo aqui e estudo tão perto.
- É sim , temos que aproveitar enquanto isto não vira favela .
- Ai você é muito negativo.
Tinha algo de errado comigo , pois todos diziam isso pra mim , porém foda-se, não consigo ser positivo quando vivo num estado que vota em seres como Sérgio Cabral Filho ( o pai é um cara legal, gosta de samba), Eduardo Paes, Marcelo Alencar, Moreira Franco, Cesar Maia e outros reis do artigo 157 do nosso código penal. Acho que o carioca gosta de ter o cú estuprado todos os dias.
- Meu amor, eu posso ser negativo sim , mas você me faz ter esperanças em estar vivo.
Ela sorriu com mais esta mentira e me beijou. Ficamos vendo a paisagem e nos pegando muito , podia comer ela, podia sim , mas pra todos os lugares que íamos, e quando botava a mão na sua boceta, algum filho da puta passava. Depois de muito tempo nessa punheta ela disse que tinha que ir embora , pois o pai dela não sabia que tinnha ido se encontrar comigo.
Quando fui deixa-la no ponto de ônibus ela me chamou pra ir a um shopping em Del Castilho no dia seguinte. Aceitei.
Agora estou aqui, na porta desse shopping de paraíbas esperando por ela. Não quis entrar pois já teria de entrar com ela e pra aguentar essa merda duas vezes era melhor ser viado e dar a bunda por dinehiro na Glória. Já passou meia hora da merda do horário marcado e já não aguento mais olhar esses paraíbas consumidores. E se você não gosta que eu os chame de paraíbas, foda-se, pega seu livrinho de bons costumes e ética e enfie no cú junto com seu orgulho de bom ser humano.
Depois de 15 minutos intermináveis , piores que a morte ela chegou. Estava bonita com um vestido preto curto e os cabelos soltos. Minha pica ficou dura.
Parte 3 a caminho

Thursday, December 24, 2009

Pão com manteiga

Havia conhecido Ana Cláudia em um evento de metal que fui por falta de algo melhor pra fazer.
Tinha pego uma moreninha de cabelos longos e os dentes feios, separados , mas tive que beber tanto no tal lugar afim de aturar aquelas bichas cabeludas fingindo-se furiosos, enfiando a mão no cú pra soltar seus agudos (dizem que alguns até enfiam cruzes no cú, os black metals, sabe qual é ? ), que a menina assustou-se com a minha loucura e foi embora.
Enquanto a banda de um amigo tocava, tentei ao menos prestar astenção no som dos caras. Não era de todo mal. Covers de Metallica e Motorhead antigos, porém o baterista perdia o tempo nas musicas rapidas, aquelas cheias de rufadas. Eles não eram mals de verdade, mas fingiam melhor que as outras merdas que tocaram antes. eram mais cheirosas as suas cagadas.
Abriu-se uma imensa roda punk e os nerds com camisas do Canibal Corpse ficaram malucos e começaram a se espancar. Isso me divertiu, era bom ver alguém se fodendo .
Entretanto um filho da puta voou com o cotovelo no meu queixo fazendo com a parte de cima dos meus dois dentes centrais quebrasse. Não sou médico, mas desconfio que isso nunca tenha acontecido com ninguém que tenha tomado o cotovelo no queixo.
Aquilo me enfureceu, e na hora do Enter Sandman percebi que havia uma preparação para começar a parte do refrão da música e a porrada começar.
Quando tocou o refrão eu quebrei o primeiro viado por trás com um soco na parte de trás da cabeça, dei com o cotovelo num escroto da direita e peguei o filho da puta. Dei-lhe uma joelhada na altura do baço dele e depois sai destribuindo socos e fingindo que tava dançando.
Os amigos bichas deles queria me da porrada e o segurança me tirou de lá.
Puto, Fodido me achando um outro débil mental ali, exatamente como eles. Pensando que se eu não queria me irritar com essas bichas fantasiadas de filhotinhos do capeta , muitos deles moradores de Caxias, Anchieta,Vicente de Carvalho e outros bairros abandonados e esquecidos fora da época de eleições, não deveria nem ter ido nessa merda. Como aquela gorda imensa que você pode correr o risco de comer dependendo de quantas garrafas de xibiquinha, o nectar dos mendigos, Não deveria ter ido nessa porra. Aliás não deveria ir pra merda de lugar nenhum. Chegando ao ponto de ônibus avistei duas meninas. Uma delas era feia doer, chegava a dar vontade de vomitar olhar pra ela , tanto que se visse parte de sua barriga ou se ela sorrisse, eu juro que vomitava. A outra era Ana Cláudia, uma morena com cabelo alisado, alienada e burra.
Tinha que chegar lá e falar alguma coisa , mas eu já estava muito bebado, mal dava pra ficar em pé, a única coisa que veio na minha cabeça foi :
- Aqui passa o 433 ? ( eu sabia que não passava)
- Não sei vc sabe Martha?
- Não , não sei , é qui nóis mora in Anchieta.
Achei que anchieta era depois da Indonésia, resolvi confirmar:
- Po Anchieta fica onde ?
Ela disse mas até hoje eu não sei.
Depois disso nos calamos eu fiquei lá parado feito um anormal, porque tava muito bebado pra andar. Encostei no poste e fiquei fumando um cigarro.
Aí me assustei de verdade. Meu cigarro na metade eu olho para as meninas e vejo Martha vindo em minha direção. Meu cú não passava agulha, tava muito bebado pra sair e a cada passo de Martha a terra tremia em oito graus. Vocês só não sentiram o terremoto porque Martha estava de salto. Ela ia se aproximando e quando estava chegando perto, antes que ela dissesse qualquer coisa gritei.
- NÃO !
- Não o que ?!
- Não quero nada!
- Porra você né maluco ou débil mental ?
- Talvez eu seja os dois, o que quer comigo?
- A minha prima quer ficar com você, mas vou alerta-la quanto ao fato você ser um merdão.
- Nós começamos com o pé errado. Meu nome é Vinícius e estou bebado e pensei que você tava vindo aqui pra ficar comigo. Acontece que você é gorda pra caralho, é mais feia que a fome é deve ter a boceta do tamanho do universo. Fiquei com medo. Voce devia pensar na possibildade de dar pra criolos. Só eles aguentam legal pessoas do seu tamanho, pois a minha pica, por exemplo, ficaria presa entre a sua barriga caída e a sua boceta. Desculpe
- Martha fez um olhar snob e eu acenei para a Ana Cláudia vir até mim.
Ela chegou e não precisei dizer nada, quase não conseguia falar também, a onda só aumentava quando beijei seus lábios carnudos. o beijo casou, começamos a nos esfregar fortemente após alguns minutos. Eu roçava meu pau na boceta dela e tinha uma mão estratégicamente posicionada por trás dentro da calça dela. A bunda era grande e durinha , ia ser uma boa foda.
Pensei que se levasse ela pra algum lugar pra foder, eu ia broxar de tão bebado , ou ficar com preguiça de foder e dormir. Peguei o telefone dela e fomos ao ponto esperar com a gorda. Me olhava com uma cara horrível. O ônibus do inferno que era o lugar que ela morava chegou com a base suja de terra. Viva o Brasil! Viva a alegria brasileira. Viva as crianças prostututas morrendo de fome!
Fim da parte 1

Tuesday, December 22, 2009

Eskaton

Ele corria descendo as escadas do beco, estavam atras dele , não devia ter bebido tanto , ele apagava e só lembrava quando a onda passava , tropeçava varias vezes nas próprias pernas mas se segurava pra não cair:
- Merda se eles chegarem atrás de mim pelo morro podem me acertar - pensava
- é hoje que eu vou morrer, não vai dar mais pra correr desse jeito - pensava
A morte beijava seu rosto e sua cabeça girava por causa da cachaça, nem lembrava o que tinha feito , mas os homens amrmados continuavam atrás dele.
- Deus se você existir, se não for mais uma alienação que a o sistema implantou permanentemente em meus pensamentos me tira dessa , eu vou doar latas de leite pra igreja eu prometo.
Ele descia a favela correndo como um louco , as pessoas olhavam pra ele , descendo , trocando as penas e gritavam:
- Perdeu maluco !
É uma merda , devia ter ouvido minha mulher , devia ter ouvido meus pais , devia ter prestado atenção naqueles programas jornalisticos da tarde , isso não leva a porra nenhuma !
Continuava descendo as escadarias estreitas , becos com escadas era uma coisa que só existia no brasil , você descia a escada desviando dos degraus , dos ratos, do esgoto e das baratas para achar um lugar onde os barracos fechavam a rua, deixando-as sem saída.
Fodeu ! - Pensou
Olhou para cima e não viu nada , eles poderia estar lá em cima procurando ele , ou decser a qualquer momento, ele já sentia a primeira rajada de fuzil. Mentalmente varis tiros haviam sido disparados , levando parte do seu cérebro juntamente com o estalar das balas.
Resolviu subir , pelo canto escorando-se nas paredes sujas , se escondendo no breu da noite.
Ouviu passos lá em cima parou e observou. Eram apenas negrinhas do baile, negrinhas muito gostosas do baile. Não podia pensar nisso agora.
O cehiro de mijo o causava ansias de vomito, e a cachaça o nervosismo também , estava se cagando todo .
Chegou ao cume da escadaria e tentou analisar onde estava. Inútil. Nunca havia estado tão alto na favela , não tinha a menor idéia de pra onde seguir , alí o alto era baixo , a esquerda era a direita e as ruas , muitas delas não tinham saída , ele não tinha tempo de errar , ou de pensar muito, por sorte a frente da de um barraco cor de madeira caido aos pedaços uma veha vendia sorvetes.
- Minha senhora , como eu vou para o Rio Comprido ?
- Está devendo garoto ? Porque está todo suado ?
- Minha semhora vou lhe dizer a verdade, eu dei varios tecos e estou travadão, esqueci como desce daqui .
- Quanto você tem no bolso pra perder ?
Colocou a mão no bolso e avistou a nota de 5 reais , se sobrevivesse ia ter que ir pra casa a pé.
Ele deu o dinheiro e a velha disse a ele :
- Siga em frente vc vai ver um bar, lá vire a direita e desca a primeira ladeira.
- Muito obrigado dona , me de um sorvete desses 5 reais ?
- Não!
Ele chegou no bar , entrou e pediu um cigarro a um outro velho que jogava na máquina de caça niqueis . O velho deu . Ele acendeu o cigarro e virou a rua decsendo a ladeira , era um lugar extremamente escuro e ouvia passos.
Resolveu voltar ao bar e perguntar para o velho um outro caminho.
- Senhor, existe um caminho mais rápido que essa ladeira para o Rio Comprido ?
- Porra cale a boca filho da puta , me deixa jogar caralho !
Perguntou ao dono do bar e ele disse paranão descera ladeira porque não tinha saída:
- Velha filha da puta - Pensou
Ele disse que a única saída era passando pela boca do chapa.
Pronto se fodeu, agora sabia onde estava , mas se passasse la´ia morrer da forma mais cruel possível , seriam capazes de estuprar seu cú com um cano , ou queima-lo vivo.
Ele voltou , lá estava a velha e os sorvetes , aquela parte da rua vazia , ele não aguentou o desespero. Deu uma porarda na cara da velha que caiu e bareu com a cabeça na parede, ele chutou a cara dela e gritou:
- Sua filha da puta !
Bicou a cara da velha até ela desmaiar, um sono santo , ele pegou todo dinehiro da velha e enquanto abria um sorvete , um pouco de glicose para sua alma destruída, teve uma idéia.
Pegou vestido da velha vestiu e jogou sorvete nas manchas de sangue.
- Depois fou vestido de travesti e chegoua boca do chapa imitando um deles.
- Oi amor, me dá uam maconha de 5 ?
- Ih alá mané , mó travecão, tu é caso da maria trolha ?
- Sou sim , to na casa dela pa gente i pu baile gatzinhu.
- Tu é daonde ?
- Moro no rio comprido gatzinho , moro na pista .
- Se você me chamar de gatinho de novo vou estourar o seu cú
- Ai eu ia gostar benzinho!
Enquanto o outro cara da boca ria , ele deu um soco na cara dele. Viu o traveco cair e falou:
- Vaza daqui se não quiser tomar um tiro na cara! Toma essa porra!
Jogou a maconha em cima dele.
Aquele soco no olho ia inchar pra caralho, ele finalmente achou um caminho familiar e vestido de mulher desceu as escadas da sua liberdade, mesmo sendo uma liberdade provisória , afinal estamos todos mortos. Só não desencanamos ainda.
Ao avistar a saída pro Rio Comprido avistou o bar da matinha. Chegou lá pediu uma cachaça e apertou um back, alí estava a salvo. Não lembrava o que tinha feito , porqu4e atiraram contra ele , mas o alcool tinha algo haver com isso , tinha certeza. Talvez mulheres, talvez os paraíbas tivessem torrado a sua paciencia, mas apesar da morte sempre estar perto ele tinha saído ileso, com um naseado pro final da noite e bastante dinheiro até pra um taxi , quem sabe ainda comer uma puta hoje. Porém depois de fumar o baseado e tomar outra dose , ele ainda teria que passar em casa pra tirar o vestido de mulher.
Ao descerem da favela um neguinho ainda gritou para ele :
Ui querida !
Ele sorriu !

Sunday, December 20, 2009

Bango

O Homem já pensava há dias.
- Preciso sair desse buraco , ganho muito mal nesta merda de trabalho
Ele era sucumbido a merda de forma lenta e gradativa , o tempo ia comendo suas entranhas e sua fisionomia era cansada e triste .
Por mais esforço que fizesse ainda era como um blogo de gelo , inconformado e desiludido 24 horas , como a maioria dos homens que tem tempo pra pensar.
- Essa merda de trabalho, ganho R$ 480 nessa porra de fábrica calorenta cheia de pulgas e baratas, tendo que aturar essa gente podre fedendo pra caralho. É pior que morrer.
Nice, sua mulher via a novela na sala enquanto no quarto Osmar pensava sozinho, quase enlouquecendo , sem saber o que fazer . Sem ter lugar algum no universo pra ficar , sem rumo, sem ajuda , com um medo intenso do amanhã , num desesperao moderado e constante.
Ele foi para a sala e gritou .
- Nice eu preciso saie dessa merda , eu não aguento mais aquele lixo imundo que eu trabalho , é sub-humano , uma puta sacanagem sem tamanho , nem a minha carteira os filhos da puta assinaram .
- Ah é claro , nenhum trabalho é suficientemente bom pra você , não fica nem 3 meses em porra de lugar nenhum, vai lá , depois nós passamos fome junto com nosso filho.
As mulheres eram peritas em tornar nosso desespero insuportável.
Ele foi para a cama ela ainda se masturbava com aTV
Ele se rendia outra vez aos pensamentos .
- Sem amor, sem consideração , sem entender o porque dessa exclusão do mundo.
Porque ninguém em vê , porque essa distancia entre mim e as pessoas ?
Eu preciso sair dessa merda , porra eu to enlouquecendo .
Ele levantou , olhou a mulher fazendo algo na cozinha e trancou o banheiro .
Apertou um baseado que tinha escondido dentro de uma caixa de sabonetes e ligou o chuveiro quente . Ele fumava enquanto a água caía sobre o corpo . Era quase agradavel , mas teria que terminar , como tudo que faz o tempo parar por alguns segundos .
Ele foi embora do mundo . Ele também tinha sonhos , era bom com as palavras, escreveu coisas lindas , sem a menor diulgação. As pessoas poderiam gostar se soubessem .
Sem incentivo , sem iniciativa , sem vontade.
Ele fica por uns 40 minutos, dá uma mijada e coça bastante o cú e a rola falando consigo mesmo.
- Aquele lugar filho da puta cheio de bicho . Que merda, Caralho.
Tomou um calamnte forte e foi dormir , tinha que estar 8 horas no Jacaré para comunicar sua recisão e pegar o dinheiro.
O chefe dele um político gordo, que ficava sem camisa desfilando com sua barriga horrorosa , que causava asco, dava ordens ao empregado baba-ovo. Tinha uma voz alta e gostava de gritar , gostava de ter a postura de chefe , nasceu para mandar e tinha bastante dinheiro pra explorar não só aos funcionáris mas à quem ele quisesse.
Ao chegar disse a ele.
- Seu Fernando , eu não ageunto mais essa fedentina fodida! Não ageunto mais essas pulgas ! Quero minha demissão .
-Vamos para minha sala e conversamos .
Subiram uma escada cheia de poeira. dois gatos pretos imundos brincavam com uma barata, enquanto todos os funcionários se mostravam cuiriosos.
- Voce é um bom funcionário garoto , porque quer sair assim ?
- O senhor vai me dar algum dinheiro pelos dias que trabalhei aqui?
- Se não tem volta . . .
Fernando deu a Osmar 60 reais .
Osmar ficou no ponto de ônibus na esquina de uma favela chamada XV esperamdo o 629.
A dor não ai passar. Acendeu um cigarro e continuou convivendo com ela.

Saturday, December 12, 2009

Calma - Rita Lee

Sabem, a coisa que mais vem me incomodando neste momento em minha vida , é que quando me ponho a escrever, a coisa que como dizia Henry Chinaski, faz com que eu em distancie da total loucura, é o fato de estar ficando nervoso. Eu tremo só em pensar nas palvras que possivelmente escreveria.
Está ficando difícil escrever , e o que mais faz com que eu me odeie e odeie escrever e que não é mais divertido. Como nada no mundo.
Nada mais é . Só o torpor .
O rabo social pegando fogo , essa tranquilidade mórbida de todos, faz com que nossa postura estática nunca mude. Ninguém tem coragem de fugir da mediocridade. Afinal a vida está mais confortavel e a confiança nunca deve acabar . Devemos ter fé, existe um outro lado com mais de 20.000 pessoas olhando tudo que fazemos e de acordo com nosso merecimento estaremos todos, nós, bons seres humanos, salvos até a próxima encarnação.
E divagando na minha conversa fiada com meus pensamentos, vejo no cume da minha ignorancia total , da minha alienação retardada proveniente da tela e da imagem, que nada que não em cause esse torpor, essa falta de pensamento e de vida, faz com que tenha alegria.
Tudo pra mim está relacionado a falta de pensamento , ao desligamento total de todos e das coisas do mundo. Passo horas olhando para o mesmo lugar , da mesma maneira apenas esperando que chegue uma coisa que até agora não chegou e que eu nem sei o que é. Mas só o que consigo fazer é esperar.
Ainda esperando percebi o telefone tocando e alguns amigos me chamando pra uma bebedeira de quinta feira que me daria a justa alegria de não ter que pensar em trabahar na sexta. Fui. Alegremente .
Chegando outra vez a capital mundial das paraibagens, dos fascinoras e das putarias bandidas , a Lapa, encontro, meu amigo mestre do violão Caio, meu maior companheiro de bebedeiras e prisões Paulo, grande amigo que trabalha no exército.
Cheguei ao bar solicitado. Abrimos com Brhamas e uma dose de Stoneheaguer !
Caio começou os assuntos :
- Po circula uma história que o Candeia chegava ao bar e perguntava:
- Quanto é a média ?
- O garçom disse os preços em cruzeiros sei lá quanto era , mas ele disse .
Hum ! - Exclamou Paulo mostrando a todos seu brilhantismo
- Bom ai o Candeia perguntou :
- E quanto é o açúcar ?
- o açúcar é de graça - respondeu
- Então me ve dois quilos - disse o Candeia
Rimos todos e fomos falando deficiencias mentais durante a noite inteira, como todas as vezes que nos encontrávamos e ainda não estávamos bebados, o que me remete ao que me incomoda em questão.
Só conseguirmos ser realmente felizes , agradaveis, risonhos e sem esse semblante de morte eminente , de falta de sangue , quando estamos dopados de ignorancia .
Sou mais um ignorante feliz , mas não sou diferente , melhor nem pior que nenhum outro , e você ai vai me dizer que estudou muito , que leu muito e que não pode se enquadrar nesse meu pensamento superficial. E eu vou me defender dizendo que quanto mais informação vc adquire , quanto mais conhecimenro você tem , mais imbecil você é , porque as verdades descobertas durante sua vida lhe privam dela.
Eu gostava de me gabar sobre meu intelecto , agora vejo que sou ainda pior que o nada existente em muitas cabeças .
Mereço meu torpor de ignorancia .
Mereço o sol se pondo enquanto ainda espero o onibus da lapa , para voltar pra casa , mais bebado do que os 20.000 espíritos que farão esse planeta finalmente evoluir.
Pena. Não estarei aqui pra ver e morrerei com a mesma fisionomia no rosto e com a boca aberta bocejando .
Beijos para mim .